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Grayscale diminui investimento em XRP e Solana com volatilidade

Entidades ligadas à Grayscale decidiram diminuir sua exposição a produtos de ETF que envolvem XRP e Solana. Isso aconteceu em um momento de alta volatilidade no mercado de criptomoedas. Durante essa semana, o XRP caiu 3,1% e a Solana (SOL), 4,4%. O volume de negociação dessas moedas foi de cerca de US$ 6,8 bilhões em apenas 24 horas. Com esse contexto, o mercado se mostrou mais defensivo, enfrentando saídas significativas de ETFs de cripto e uma maior sensibilidade a decisões institucionais.

Nesse mesmo período, o Bitcoin teve flutuações ao redor de US$ 90.000, e seu índice de força relativa (RSI) ficou em 46 pontos, indicando que não havia uma força compradora clara no mercado. Para os investidores brasileiros, isso é importante, pois alterações em produtos regulados podem afetar o sentimento e a liquidez, especialmente em altcoins que possuem mercados mais rasos.

O que aconteceu com a exposição da Grayscale?

Recentes registros de órgãos reguladores mostraram que executivos e entidades ligadas à Grayscale e à Digital Currency Group foram diminuindo suas posições em veículos multiativos que expõem XRP e Solana. Em termos práticos, isso significa que há menos participação em cotas que replicam o desempenho desses ativos por meio de ETFs ou trusts. Vale destacar que esses produtos ainda estão em fase inicial se comparados aos ETFs de Bitcoin, o que pode aumentar sua volatilidade. Pequenas movimentações em altcoins, como vimos em episódios anteriores, podem ter um impacto significativo nos preços.

Pressão de mercado e sinais técnicos

Após a divulgação das informações, o XRP ficou em torno de US$ 0,54, apresentando suporte imediato em US$ 0,52 e resistência em US$ 0,58. O RSI diário nesse momento estava em 44, e o MACD permanecia negativo, indicando uma tendência fraca no curto prazo. Para a Solana, o preço consolidou na faixa de US$ 96, com suporte chave em US$ 90 e resistência em US$ 105. Traders estão de olho na média móvel, que permanece abaixo de 200 dias, um sinal que pode indicar possíveis mudanças de tendência.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para os investidores no Brasil, essa situação não significa necessariamente um cenário negativo, mas é um aviso para terem cuidado. ETFs e derivativos podem aumentar a participação institucional, como observamos nos produtos de derivas de SOL e XRP, mas também tornam o mercado mais suscetível a rebalanceamentos.

Dados recentes mostram que os ETFs de Bitcoin enfrentaram saídas líquidas de US$ 545 milhões em um único dia, enquanto produtos vinculados ao Ethereum e à Solana tiveram retiradas de US$ 79,48 milhões e US$ 6,7 milhões, respectivamente. Esse cenário pode intensificar a busca por liquidez e proteção no mercado.

Risco, contrapontos e o que observar

É importante lembrar que a venda de cotas não significa automaticamente vendas no mercado spot. Muitas vezes, essas vendas refletem um planejamento tributário ou ajustes padrão e os registros costumam chegar com um certo atraso.

O que realmente importa é o sinal que isso traz: em um mercado formado por produtos regulados, os movimentos de grandes investidores influenciam a percepção do mercado antes mesmo de refletirem nos preços. Para XRP e Solana, os investidores devem observar se a oferta em exchanges aumenta — atualmente, está estável em cerca de 17% do total circulante do XRP — e se há um retorno de fluxos positivos para os ETFs.

Se o interesse institucional se reestabelecer, os níveis técnicos podem ser testados novamente. Enquanto isso, a dica é ficar atento à gestão de risco e às informações que vão além das manchetes.

Rafael Cockell

Administrador, com pós-graduação em Marketing Digital. Cerca de 4 anos de experiência com redação de conteúdos para web.

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